A TERRAZUL foi a pioneira no país e continua sendo a única operadora com produtos oferecidos com regularidade, exclusivamente para solteiros e descasados.
A idéia foi fruto da observação; acompanhando as viagens da agência, percebemos que a integração entre os solteiros x casais e famílias era difícil, pois os interesses são muito diferentes. Nem na hora de dormir havia sintonia, pois se os casais querem se curtir na intimidade, os solteiros dormem tarde e querem festa.
Foi assim que surgiu, há doze anos, o “Just for Singles”, cuja proposta inicial era oferecer uma viagem mensal para os solteiros. Só que na ocasião não tínhamos idéia do tamanho e potencial deste segmento; por outro lado, como o produto era novidade no mercado, gerou uma mídia espontânea muito forte, com divulgação nos principais meios de comunicação do país, o que fez com que passássemos a operar exclusivamente para os solteiros, diversificando os produtos.
Sozinho, mas bem acompanhado, esse é o nosso lema, pois oferecemos uma programação que estimula a integração do grupo. Temos um público fiel, com muita gente nos acompanhando desde o início do lançamento do Just for Singles, gente que viaja para deixar a mesmice, a rotina, os velhos amigos e antigos papos, para mergulhar na aventura, entre caras novas e interessantes.
Os roteiros são bem variados e as viagens acontecem em fins de semana, férias e feriados, com destinos priorizando cenários mais ecológicos, com festas temáticas, ou com opções de compras e vida noturna, nunca esquecendo que este público é exigente e conforto é fundamental.
Praias, ilhas e cachoeiras no verão; montanhas, trilhas e vales no inverno. Lugares bonitos e badalados como Búzios, Cancun e Buenos Aires, com duas saídas anuais para a Europa, sempre na companhia da turma animada e descolada desta imensa tribo, que também curte jantares, baladas, churrascos e qualquer agito onde possa enturmar e se divertir.
Afinal, ser solteiro não sinônimo de ser só!
Casar pela segunda vez é o triunfo da esperança sobre a experiência.
Pablo Neruda
O amor é cego, mas o casamento devolve a visão.
Antony Hopkins
O primeiro ano é o mais difícil. Os restantes são impossíveis.
Arnaldo Jabor
Não case por dinheiro. Há empréstimos bem mais baratos.
Martha Suplicy
Quando um casal de recém casados sorri, todo o mundo sabe porquê. Quando um casal com mais de dez anos de casados sorri, todo o mundo pergunta porquê.
Stanislaw Ponte Preta
Quando um homem abre a porta do carro para a esposa, pode estar certo de uma coisa; ou o carro é novo, ou é o amante.
Juca Chaves
Na Antiguidade, os sacrifícios faziam-se no altar. Atualmente esse costume perdura.
Nelson Rodrigues
Estou apaixonado pela mesma mulher há quarenta anos. Se a minha esposa souber, ela me mata!
Henry Yungman
Os solteiros deveriam pagar mais impostos. Não é justo que alguns homens sejam mais felizes que os outros.
Chico Anísio
Casar é a metade do divertimento pelo dobro do preço.
Woody Allen
Quer conhecer tua namorada? CASA! Quer conhecer tua mulher? SEPARA!
Quando me casei, descobri a felicidade... mas aí já era tarde!
Tom Jobim
Encontrar um parceiro para casar pode até tornar você uma pessoa mais feliz, mas não se pode centrar a felicidade no casamento, responsabilizando o outro por uma tarefa que deve ser nossa.
Quem não consegue ver a beleza do mundo, curtir a vida e ser feliz, com a convivência também vai tornar seu parceiro infeliz, criando uma rotina de tédio e mesmice. Daí a vida curta dos casamentos, atualmente. A pessoa espera que o outro a faça feliz, quando na realidade esse é um processo interno, responsabilidade de cada um, que não pode ser delegada.
No início do casamento, quando ainda impera a fase das descobertas, das novidades, não precisa muita coisa para fazer o casal feliz. No entanto, passado algum tempo e afloradas as diferenças, é comum um já não bastar para o outro e a infelicidade se instalar; aí vem as acusações, as cobranças, a frustração de quem viu o malogro de suas expectativas, pois estava esperando do outro o que ele nunca prometeu, que era a responsabilidade de suprir carências.
O professor norte-americano Richard Davidson, do Laboratório de Neurociência Afetiva da Universidade de Winsconsin-Madison, elaborou testes cerebrais para medir o grau de felicidade humana. Um dos que se submeteram a eles foi o francês Matthieu Ricard, pesquisador de genética, escritor, fotógrafo e há mais de 30 anos vivendo no Himalaia como monge budista.
Pelos resultados dos testes, o francês foi considerado “a pessoa mais feliz do mundo”. Para ele, a felicidade é um estado de espírito, um modo de interpretar o mundo e, como não podemos mudá-lo, a solução é transformar nossa maneira de interpretá-lo. A felicidade, para o monge, não depende dos outros, só de nós mesmos.
Matthieu diz que pensamentos e emoções negativas, ressentimentos e raiva podem gerar cada vez mais agressividade, infelicidade e até doença. E lembra que temos a capacidade de modificar a estrutura de nosso cérebro por meio de pensamentos positivos e satisfação.
Felicidade não é prazer, nem a satisfação de todos os nossos desejos. O prazer dura alguns momentos e, mesmo com todo o dinheiro do mundo, uma pessoa pode ser infeliz. Então, se tudo pode ser criado em nosso cérebro, se nossa atitude mental é que determina nosso grau de felicidade, vamos mudar o foco, fixando-o em coisas boas, alegres, positivas e agradáveis, escolhendo os pensamentos como escolhemos os pratos em um banquete; vamos degustar só os mais gostosos! Na companhia dos amigos, da família, da pessoa que estivermos amando... ou na boa companhia de nós mesmos!
Apesar da Terrazul oferecer um serviço destinado ao público single, os casais se formam, mesmo sem nosso incentivo e/ou contribuição, pois a natureza trabalha contra nós, afinal Love is in the air...
Marcão é um de nossos clientes que eu, particularmente, denomino de “do século passado”, pois começou a viajar com a Terrazul antes da virada do século.
Não que o Marcão seja velho, está naquela faixa dos quarenta e poucos, que a mulherada considera super interessante. Boa pinta, simpático, sorriso largo tipo propaganda de dentifrício, e além disso bom bailarino, a ala feminina diz que o Marcão tem boa pegada para conduzir os corpos femininos em sambas e forrós. Ou tinha, não fosse um passeio à Ilha Grande, com a dinâmica tribo dos solteiros. Não que o Marcão faça o gênero paquerador, mas se você já foi à alguma ilha da chamada Costa Verde, navegou naquelas águas azuis, mornas e cristalinas, encheu os olhos do verde daquela mata que os gringos cismaram de chamar de “rain forest”, afundou os pés naquela areia branca e macia e, por fim, se derreteu vendo a lua pratear aquele marzão, vai entender porque o Marcão sucumbiu e não pertence mais ao rol dos “maiores carentes”.
A musa do Marcão é uma morena mignom, brejeira e sorridente, que dois anos atrás um cupido caiçara colocou frente a frente com nosso herói e caprichou na pontaria. Pois neste feriadão de novembro a dupla voltou ao cenário, não para reacender a chama, que parece que está ainda mais acesa, mas para rever aquele paradisíaco que deu o start no romance...
O REI DO XAVECO
A Terrazul está há mais de quinze anos na estrada e muitos tipos, digamos, sui generis, fazem parte de nosso acervo. Mas vou falar do Paulão pela peculiaridade, e também porque é um dos mais antigos e assíduos.
O Paulo é um galalau com mais de um metro e noventa, magro, que se acha. Sabe aquele sujeito que quer ser a noiva em todo o casamento e o defunto em todo o velório? É o próprio! Natural de um dos estados do nordeste, com certeza tem sangue holandês nas veias, pois além do tamanho tem olhos claros e cabelo loiro. Um poço de vaidade, ele conhece (e usa, é claro) os melhores lancomes da vida e todas as novidades ditas milagrosas que prometem atenuar o passar dos anos.
O esporte favorito do Paulão, e segundo ele praticado com muitíssima assiduidade e competência, é sexo. Como o Romário, ele sonhava com o milésimo gol, que seria marcado no apê dele em Moema, uma legítima arena onde muitas cristãs foram sacrificadas. Mas parece que desistiu de alcançar a marca, pois já há algum tempo vem trazendo um Viagra paraguaio, sinal de que a munição está minguando... chavequeiro diplomado e pós-graduado com louvor, o Paulão ataca qualquer coisa viva que fale fino e pese mais que 35 quilos. Essa vida de lutas tem rendido muitas histórias que vão fazer a alegria de qualquer biógrafo.
Mas guerra é guerra e também trás dor e tragédia, que ele superou bravamente. Um dos mais sérios foi o caso de uma profissional da saúde, que preparou um cenário hollywoodiano para o romance; lingerie sexy, banheira com sais e pétalas de rosa e muitas velas gigantes rodeando tudo. Acontece que, no calor do embate, uma vela despenca e o sebo quente atinge em cheio o bilau do Casanova. Além da frustração pela interrupção da peleja, o desastre causou muita dor, constrangimento no pronto socorro e muitos dias de banco para o atleta sexual!
Mas o Paulão é light. Você já viu alguém que nunca está triste, ou de mau humor, que não guarda mágoas ou rancores e não sabe o que é baixo astral? Pois é ele. E dança muito! A mulherada faz fila para dar voltinhas nos braços do Don Juan.
Mas o Paulo (esqueci de dizer que numa viagem à Ilha do Mel ele recebeu de uma fã o apelido de Metralha) não é só tragédias; lembro de um réveillon no Rio de janeiro, onde estávamos com um grupo num hotel à 50 metros do Meridien. Resolvemos contratar a ceia da virada numa escuna, cardápio modesto. Porém, o Paulo ouviu dizer que a ceia do Meridien era fantástica, com iguarias européias regadas a Moet Chandon, mas pelo preço salgadíssimo de R$.500,00. Esqueci de dizer que o Metralha é o maior mão de vaca do hemisfério sul. Bom, aí nosso herói começou a maquinar um meio de se banquetear na faixa. Passou a assuntar com um segurança do hotel que o infiltrou na sala de banquetes por módicos R$.50,00! E, quando algum segurança desconfiado resolvia abordá-lo prá esclarecer a procedência, ele falava em uma língua que o pobre homem não entendia, e é claro, nem eu nem você iríamos entender, caro leitor... só entendemos, com água na boca, o malandro desfilar no outro dia os pitéus que havia saboreado na malandragem.
Yolanda de Oliveira 
SER SOLTEIRO É OPTAR PELA LIBERDADE
O IBGE diz que somos 65 milhões de brazucas vivendo sozinhos. A Folha de São Paulo anunciou, meses atrás, que só a população single da Capital injeta mensalmente 6.1 bilhões na economia local, pois são os solteiros que movimentam os shoppings, restaurantes, bares e danceterias.
Antigamente, o solteiro era o ser desprezível, que devia ter algo errado, pois demonstrava ser incapaz de sustentar uma família. A solteira, depois dos vinte e cinco anos, tinha encalhado, ficado prá titia. Hoje, é opção, filosofia de vida.
O solteiro conhece dez vezes mais pessoas e restaurantes do que o casado, freqüenta desfiles de moda e coquetéis de lançamento de livros, tem o coração aberto para novas experiências, viaja mais e pode cometer excessos, pois além de ter mais dinheiro para gastar consigo, não está sujeito a cobranças e deveres domésticos.
E o mercado facilita a vida do solteiro, como se o prestigiasse. Inventou os congelados, microondas, os flats, as almôndegas, salsichas e deliveries.
Ser sozinho agora é sinônimo de liberdade e de uma vida com mais opções e menos obrigações.
Como disse o Tom Jobim: “Quando casei descobri a felicidade... mas aí já era tarde!”
Yolanda de Oliveira
SOBRE ESTAR SOZINHO
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgar ao projeto masculino.
A teoria desta ligação entre opostos também vem dessa raiz; o outro tem que fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois interesses e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único; nosso modo de pensar e agir não serve para avaliar ninguém.
Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só são encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo...
Flávio Gikovate
![]() | |||
|
|
|||
![]() | |||
![]() | |||
|
|||